No post ante­rior abor­da­mos sobre a cefa­leia, o que é e os tipos.

A cefa­leia do tipo ten­si­o­nal é tam­bém uma cefa­leia pri­má­ria, como a enxa­queca, tem cri­ses de dor de cabeça mais fra­cas, podem ser mais cur­tas na sua dura­ção (30 minu­tos) e podem tam­bém ser mais lon­gas (7 dias).

As carac­te­rís­ti­cas da cefa­leia do tipo ten­si­o­nal são pra­ti­ca­mente opos­tas a enxa­queca, a dor de cabeça ao invés de pul­sá­til é uma dor de cabeça em peso, em aperto. Cos­tuma ser uma dor de cabeça bila­te­ral, os dois lados da cabeça doem. A dor de cabeça é fraca ou mode­rada, enquanto na enxa­queca, a dor é mais forte.

Em 1973, Wal­ters e outros colo­cou em pala­vras a ideia do “con­ti­nuum”. Mas, é claro, pou­cas vezes os paci­en­tes, sofre­do­res de dor de cabeça, leem diag­nós­ti­cos nos livros médicos.

A teo­ria do con­ti­nuum fala sobre um espec­tro de mani­fes­ta­ções, pola­ri­za­dos em dois lados, de um lado a enxa­queca e de outro a cefa­leia ten­si­o­nal. Um mesmo indi­ví­duo pode ter um dia uma crise com inten­si­dade alta, vomi­tando, com dor late­jante, de um só lado da cabeça, tendo que ficar dei­tado na cama: uma crise de enxa­queca; e outro dia ter uma dor mais leve, em peso, sem late­jar, sem náu­sea, dos dois lados da cabeça, con­ti­nu­ando a tra­ba­lhar sem tanto pro­blema: é uma crise de cefa­leia ten­si­o­nal. E se uma crise for late­jante e forte, mas sem náu­seas, sem incô­modo com a luz e baru­lho? É enxa­queca ou enxa­queca tensional?

Pois é. Este é um dois mai­o­res pro­ble­mas na área das cefa­leias, por­que ao se defi­nir enxa­queca segundo os cri­té­rios des­cri­tos na tabela, dei­xa­mos de diag­nos­ti­car um qua­dro incom­pleto, sem todas as carac­te­rís­ti­cas, que na ver­dade, são tam­bém tão comuns e inca­pa­ci­tan­tes que as enxa­que­cas e cefa­leias do tipo ten­si­o­nal. É por isso que hoje cha­ma­mos de “pro­vá­vel enxaqueca”.

A teo­ria do con­ti­nuum aceita o pólo enxa­queca e o pólo ten­si­o­nal como pon­tas de uma mesma reta, ou os dois lados da mesma moeda.

Cefa­leia Ten­si­o­nal — Causas

A cefa­leia ten­si­o­nal tem como causa um excesso de con­tra­tura mus­cu­lar na região cer­vi­cal, e da toda a mus­cu­la­tura peri­cra­ni­ana, os mús­cu­los que estão junto ao cra­nio, cabeça. Assim como na enxa­queca, a ten­são, ansi­e­dade, ner­vo­sismo, irri­ta­bi­li­dade, stress (estresse) são cau­sa­do­res, defla­gram as cri­ses de cefa­leia tensional.

Cefa­leia Ten­si­o­nal — Tratamento

O tra­ta­mento da cefa­leia ten­si­o­nal tem prin­ci­pal­mente abor­da­gem pre­ven­tiva, isto é, evi­tar que a dor de cabeça apa­reça. O uso de remé­dios pre­ven­ti­vos é a base do tra­ta­mento, mas medi­das não medi­ca­men­to­sas como rela­xa­mento, fisi­o­te­ra­pia, psi­co­te­ra­pia (prin­ci­pal­mente da linha cog­ni­tiva com­por­ta­men­tal), yoga, exer­cí­cios físi­cos, acu­pun­tura são usados.
Anal­gé­si­cos devem ser evi­ta­dos quando a dor de cabeça é fre­quente, com mais de duas vezes por semana, pois pode cau­sar uma cefa­leia de rebote. Rela­xan­tes mus­cu­la­res podem ser uti­li­za­dos, assim como anti­de­pres­si­vos e tam­bém remé­dios neuromoduladores.

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Fonte: www.cefaleias.com.br

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