©  2023 Clínica Delaborba. Criado por CRM Marketing Digital

SEPS 709/909 sala 123-Bloco A Edifício Júlio Adnet - Asa Sul - Brasília-DF

Tel: 061-3553-9753 / 99259-8766

August 10, 2018

July 8, 2018

February 26, 2018

January 28, 2018

January 8, 2018

December 6, 2017

Please reload

Posts Recentes

Hipotireoidismo

August 10, 2018

1/10
Please reload

Posts Em Destaque

CEFALEIA EM SALVAS

January 28, 2018

 

O que é cefaleia em salvas?

 

Cefaleia em salvas (CS) é um tipo de dor de cabeça diferente da enxaqueca e da cefaleia tipo tensional. É definida como uma doença neurológica e é conhecida como uma das piores dores de cabeça que o ser humano pode experienciar. Ao contrário da enxaqueca, afeta mais homens que mulheres, acomete apenas um lado da cabeça, mais na região da fronte e olho, acompanhada de lacrimejamento, vermelhidão nos olhos, entupimento nasal, coriza, suor no rosto e queda da pálpebra. Um aspecto marcante é a ritmicidade das crises, tanto com um período preferencial de ocorrer ao longo do ano, como na sua predileção para atacar à noite.

 

Diagnóstico da cefaleia em salvas

 

Como o médico faz o diagnóstico de cefaleia em salvas? Infelizmente os sofredores de cefaleia em salvas peregrinam anos e até décadas sem ter um diagnóstico correto. São diagnosticados como enxaqueca, neuralgia do trigêmeo.

 

A cefaleia em salvas é tão característica e distinta das outras dores de cabeça que o diagnóstico pode ser feito a partir das primeiras palavras do paciente. Em alguns casos, já se pode suspeitar só pelas características faciais, pois alguns deles apresentam o rosto marcado, cheio de rugas; é a chamada fácies “leonina”, e a pele tem aspecto de casca de laranja.

 

Apesar das características aparentes, o médico faz o diagnóstico de cefaleia em salvas baseado nos seguintes critérios diagnósticos:

 

a) pelo menos cinco crises preenchendo critérios B a D ;

b) dor forte ou muito forte unilateral, orbitária, supra-orbitária e/ou temporal, durando de 15 minutos a 3 horas, se não tratada;

c) a cefaleia é acompanhada de pelo menos um dos seguintes itens:

1. hiperemia) conjuntival (olho vemelho) e/ou lacrimejamento ipsilaterais (do mesmo lado da dor);

2. congestão nasal e/ou rinorréia (coriza nasal) ipsilaterais;

3. edema palpebral (inchaço nos olhos) ipsilateral;

4. sudorese frontal e facial ipsilateral;

5. miose e/ou ptose (queda da pálpebra) ipsilateral;

6. sensação de inquietude ou agitação.

 

As crises têm freqüência variante de uma a cada dois dias a oito por dia, se não for atribuída a outro transtorno, ou seja, no caso de um tumor, aneurisma ou outra doença.

 

Fatores de risco e desencadeantes da cefaleia em salvas

 

Alguns fatores são precipitantes de crises e outros fatores são de risco para o aparecimento da cefaleia em salvas.

 

Tabagismo e etilismo são muito associados a salvas. Geralmente são pacientes que fumam ou já fumaram ou até mesmo são tabagistas passivos. O álcool é um potente deflagrador de crises; em geral o paciente bebe com exageros fora dos surtos e sabe que não pode pôr uma gota de álcool na boca quando em fase de crises.

 

Altitude, baixa saturação de oxigênio, exposição a solventes, altas temperaturas, muita ansiedade, alterações do ritmo biológico, do ciclo sono-vigília e oscilações do humor são também associadas à Cefaleia em Salvas.

 

Por que ocorre a cefaleia em salvas?

 

Os mecanismos da cefaleia em salvas são diversos, mas podemos dividir em três grupos ou aspectos: cronobiológico, vascular e oxigenação.

 

O cronobiológico se dá porque na Cefaleia em Salvas ocorre a disfunção de um núcleo (núcleo supraquiasmático) numa região pequena e central do cérebro, o hipotálamo. O núcleo supraquiasmático é possivelmente nosso relógio biológico. É através dele que ocorre o estímulo para a produção e secreção de melatonina na glândula pineal, substância que é alterada no sofredor de cefaleia em salvas.

 

O aspecto vascular se dá pelas alterações circulatórias das artérias cerebrais. A oxigenação interfere na cefaleia, pois muitos pacientes apresentam apneia do sono, uma doença que reduz as taxas de oxigênio no cérebro.

 

Também são fatores de risco o tabagismo e a altitude, ambos pela alteração nos níveis de O2.

 

Tratamento da cefaleia em salvas

 

O tratamento da cefaleia em salvas deve ser iniciado unicamente depois de um diagnóstico correto. Deve-se tratar preventivamente, ou seja, evitar que as crises apareçam, e também tratar a crise na hora que ela vem. Como a doença se manifesta por surtos, é interessante fazer um tratamento de transição, com medicamentos ou procedimentos que fazem efeito nas crises, enquanto o tratamento preventivo inicia gradualmente o seu efeito.

 

Contate a Clínica Delaborba Neurocirurgia e Endocrinologia em Brasília-DF para mais informações e marque uma consulta. 

 

Fonte: www.cefaleias.com.br

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Please reload

Procurar por tags